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Depoimentos de Texto

Depoimento nº 1

“Em meados de 2003, eu estava na fase final da minha dissertação de mestrado. Tudo ocorria em meio a meu ritmo sempre intenso de trabalho e a uma reforma de quatro meses do novo apartamento. Apesar de estar realizando um sonho familiar, novas prestações somaram-se às usuais, imprevistos surgiam e, certamente, era preciso trabalhar mais para cumprir tudo a que havia me proposto. Assim, ampliei meu horário de trabalho, assumindo novas e diversas atividades. Era comum avançar até a madrugada para dar conta de tudo.

Estava tão envolvida nesse ciclo absurdo que não era capaz de perceber o mal que provocava em meu próprio organismo. Mas, nosso corpo, sábio, parece pressentir o momento certo de lançar seu alerta. No meu caso, o primeiro sinal foi dado numa dessas noites silenciosas em que aguardava o sono chegar: um zumbido contínuo e irritante, como uma sinfonia de grilos. Logo levantei algumas hipóteses: seria água no ouvido? Exagero no uso do cotonete? Estaria ouvindo música em alto volume? Descartadas as hipóteses iniciais e recebendo a “visita” do zumbido todas as noites, cheguei à conclusão de que precisava procurar um médico e, para minha surpresa, indicaram-me uma médica especializada em zumbido! Depois de uma longa conversa em que expus meu “drama”, ela solicitou uma série de exames para detectar a causa dessa manifestação e todos estavam normais. No meu caso, isso queria dizer que tudo era resultado de estresse. Com orientação médica, tomei um relaxante natural e, gradativamente, aprendi a priorizar as tarefas. Completei meu mestrado, reorganizei meu horário de trabalho e resgatei momentos de lazer com a família, entendendo definitivamente que o descanso mental é imprescindível para viver com qualidade. O zumbido, vencido, pouco a pouco desapareceu. Se, por acaso, numa dessas noites silenciosas ele resolver fazer uma nova “visita”, saberei que é hora de respirar fundo e desacelerar novamente”.

Extraído do livro: “Quem disse que zumbido não tem cura?”

Depoimento nº 2

“Há uns oito anos, tomei contato com o problema do zumbido. Minha mãe já tinha uma perda de audição considerável e estava apresentando o zumbido. Ela fez alguns tratamentos, não obteve resultados significativos e começou a usar aparelho auditivo. O desconforto dela com o barulho era sempre maior à noite, mas com a leitura do livro “Quem disse que zumbido não tem cura?”, ela aprendeu a conviver com o problema.

Em dezembro de 2006, eu comecei a sentir um ruído no ouvido esquerdo como se fosse um barulho de pipoca estalando, que me deixou nervosa e apreensiva. O zumbido aumentava quando o barulho exterior era mais forte como: secador de cabelo, descarga do vaso sanitário, filmes com som alto etc. Foi um período de várias consultas e tentativas com medicamentos para melhorar. Depois de um ano, o zumbido desapareceu. Foi uma satisfação muito grande. Faz exatamente cinco meses que estou livre do zumbido. Para mim foi como se tivesse recebido uma graça. Continuo atenta ao tratamento auditivo para não ter que usar aparelho como minha mãe, mas com orientação competente dos profissionais, vamos vencendo a batalha”.

Depoimento nº 3

“Surgiu um som constante de ar escapando, não tão alto, porém atrapalhando em todas as atividades durante o dia. À noite, com o silêncio, era um tormento. Mesmo sem querer, concentrava a atenção no zumbido. Uma noite mal dormida repercutia: certa intolerância, falta de concentração e mudança de humor. Instalara-se então um círculo vicioso. Procurei ajuda de uma médica e, ao responder suas perguntas, fui levada a uma reflexão. Embora envolvida por muitas possibilidades de causas, fiquei tranqüila por sentir que após avaliação minuciosa, ela tentaria instituir um tratamento bem direcionado. Constatamos que as possíveis causas para mim eram um pouco de perda auditiva natural da idade, o aumento de açúcar e situações emocionais.

A médica foi importante em minha vida porque descobriu o que eu tinha e tirou minha ansiedade, graças aos seus esclarecimentos e pelos tratamentos que me orientou. Mas também acredito ter sido muito importante a atitude que tomei diante do problema. Segui seus tratamentos e, além das atividades normais, executei trabalhos manuais mais minuciosos ou difíceis, procurando manter maior concentração neles e amenizando a atenção ao zumbido. Pintei panos de pratos e quadros pequenos com flores de muitas e pequenas pétalas. Com linhas cada vez mais finas e receitas também gradativamente mais difíceis, fiz várias peças de crochê.

No início, à noite, contando com a colaboração do meu marido, conseguia dormir com a TV ligada com som baixo. Com o tempo, a noite já não causava medo. O zumbido sumiu e a vida voltou ao normal. Quero afirmar que, qualquer que seja a causa, o paciente que conta com orientação de um profissional competente e assume atitudes em busca da cura, atingirá seu objetivo”.

Depoimento nº 4

“Há 2,5 anos, depois de passar por um estresse muito grande por problemas em família, instalou-se um zumbido muito forte nos dois ouvidos. Em princípio, até achei que fosse passageiro; mas ele continuava tão forte que eu tinha a impressão que as outras pessoas estavam ouvindo. Cheguei a pensar que ficaria louco, pois alterou totalmente a minha qualidade de vida, relacionamento social, dificuldade de concentração no trabalho e para dormir. Procurei um médico Otorrino que me disse que teria que aprender a conviver com ele, pois isso não tem cura. Foi a maior decepção: conviver com aquele barulho infernal nos dois ouvidos era impossível. Para piorar, outras pessoas com o mesmo problema só reforçavam que esse mal não tem mesmo cura. Foram dois anos de sofrimento, mas inconformado com isso, pesquisei na internet uns sites que me deram um novo alento. Comecei um tratamento com uma profissional indicada e, embora o tratamento esteja no começo (30dias), já posso dizer que saí do inferno onde vivia e já estou caminhando para a porta do céu. Por isso, acho que quem sofre com o zumbido nunca devem acreditar naqueles que dizem que não há tratamento e procurar sempre profissionais que acreditam que há algo que pode melhorar sua qualidade de vida.”

Depoimento nº 5

“Começou em Julho/2007. Quando chegava em casa à noite e deitava na cama para ver TV, vinha aquele barulho no ouvido direito. Não incomodava, era apenas diferente. Deduzi que seria alguma inflamação, já que havia estado gripada antes e deixei para lá. Com o passar dos meses, o barulho estranho começou a se manifestar durante o dia, até chegar a ocasiões em que eu passava o dia inteiro com incômodo. Comecei a ficar irritada com o ruído.

Minha maratona de ida a médicos começou em Setembro/2007 com uma otorrino. Exames de praxe não mostraram nada. A essa altura, eu já identificava meu zumbido como ‘coração batendo no ouvido’. Passei por diversos médicos e fiz vários exames (ressonância magnética, angio-ressonância, ultrassonografia com Doppler) que mais uma vez, não mostraram nada. Minha qualidade de vida estava muito prejudicada. Passei a comer desenfreadamente, vivia de mau humor, e a única vontade que tinha era de arranjar algum modo de pressionar o pescoço pra fazer aquela coisa parar de “cantar” na minha cabeça. Num consultório médico, finalmente fui diagnosticada com “carótida aberrante”. Com o cardiologista, experimentei 5 tipos de medicamentos. Um deles acabou com o barulho, mas me dava dor de cabeça 24 horas. Outro me deixou lenta e atrapalhou o rendimento no trabalho. Não estava dando certo.

Quando esgotamos as tentativas, meu cardiologista conseguiu o contato da última médica da minha maratona. Tive que viajar para São Paulo e fui muito bem atendida. Após examinar a pilha de exames que eu levava comigo, ela me indicou cortar o açúcar radicalmente por pelo menos um mês. Segundo ela, nossos ouvidos são órgãos que consomem muita energia, mas o excesso de açúcar é responsável por muitos casos de zumbido. Saí da consulta bastante animada; se para melhorar era só fechar a boca, eu ia tirar de letra. Em sete meses emagreci 20 quilos, deixei de tomar os betabloqueadores e procuro não me estressar mais com coisas sem importância. Hoje me sinto bem, e acredito que boa parte da minha melhora, além da perda de peso, foi o fato de saber com o que estou lidando. Ele ainda existe alguns dias, mas em nível suportável. Em outros dias, nem chega a se manifestar.

A mensagem deixo para quem está passando pela mesma coisa é que não desanime. Procure médicos, faça exames, ache alternativas de tratamento. Se, assim como eu, não conseguirem um diagnóstico final, melhorar e viver com o zumbido leve é possível”.

Depoimento nº 6

“No carnaval de 2003, me dei conta que eu ouvia um zumbido. Quando tudo ao meu redor ficava silencioso, de dia ou à noite, eu ouvia um “apitinho” no meu ouvido direito. Fui a um otorrinolaringologista, muito bem recomendado, que me pediu um monte de exames e, depois de ver que nada foi diagnosticado, informou que eu era um mistério da ciência. Eu me senti uma alienígena! Eu, uma pessoa normal, de boa saúde física e mental, como poderia ter algo incurável? Quanto mais preocupada eu ficava, mais alto eu ouvia o barulho na consulta. Foi então que o médico me deu um remédio de tarja preta, o que me deixou apavorada. Eu demorei para ter coragem de tomá-lo e por isso fiquei vivendo entre dois limites muito ruins: o medo de ficar dependente do remédio e o de continuar suportando o barulho. Foram tempos difíceis. Enfim, comecei a tomar o remédio, o barulho diminuiu um pouco, mas eu não estava tranqüila.

Fui ao 2º médico, que nada além daquilo poderia ser feito, que o zumbido é de causa desconhecida, uma disfunção do sistema límbico, sugerindo que poderia me confortar de entender um pouco sobre o assunto.

Descobri então o mundo da internet, que mais parece um purgatório. Os depoimentos, fóruns de discussão, o número de pessoas desesperadas e de informações desencontradas e absurdas era impressionante. Neste momento, o barulho era muito alto, desconcertante. Eu ouvia o dia todo e à noite era difícil dormir porque o barulho irritava, angustiava… A sensação de não ter controle nenhum sobre ele e de não saber o limite disso, imaginar a minha vida toda com esse barulho, a dependência do remédio, como seria quando eu quisesse engravidar… imaginava que não seria capaz de viver assim. Cheguei ao absurdo de pensar que era melhor ser surda!!!

A minha instabilidade era tão grande que eu chorava a qualquer momento. Chorava de medo de ficar maluca (como meu padrasto, que sofria há anos por causa de um barulho também, que o deixou mais doente e maluco do que sempre foi…), medo de que isso destruísse o meu casamento e minha vida profissional. Eu, que sempre sobrevivi a todos os problemas, não conseguiria sobreviver a isso também?

Como o remédio não surtia efeito, parti para caminhos alternativos. Comecei a acupuntura e a terapia, que me ajudaram muito. Ao mesmo tempo, procurei uma terceira otorrino, uma das poucas indicações saudáveis que eu encontrei na internet.

Embora ela não tenha me dado garantia nenhuma de que o barulho iria embora, me mostrou uma outra forma de encarar o assunto. Constatamos que o que realmente me atrapalhava naquele momento era a dificuldade de dormir. Assim, continuei tomando o remédio para dormir, fiz uma dieta experimental e comecei a tratar o assunto com mais serenidade. Finalmente me convenci que eu não ficaria maluca – não por causa disso!

Então tudo começou a mudar. Há mais de um ano, o barulho foi diminuindo cada vez mais e mais… e finalmente chegou a se tornar imperceptível, de eu ter que prestar muita atenção para ouvi-lo. E muitas vezes eu não o encontrei! Às vezes ele ainda volta um pouco, mas já faz um bom tempo ele não é mais um problema para mim. Sob orientação, finalmente consegui parar o remédio para dormir.

Pode ser que o zumbido não tenha um tratamento do tipo que se toma um comprimido e pronto, mas com certeza tem tratamento. Tive que mudar absolutamente a forma de encarar a questão: acreditar que não é uma doença, que os maus exemplos não são parâmetro, pois não necessariamente eu teria o mesmo destino que eles, não encarar o barulho como se fosse um terremoto, mas sim, ouvi-lo e deixá-lo passar sem prendê-lo na minha atenção… Essa foi “a” diferença.

Lembrando de tudo que eu passei por causa do zumbido, é inacreditável que nesse espaço de tempo, tudo tenha mudando tanto. Fico feliz por ter tido a sorte de ter encontrado boas pessoas que me ajudaram, por eu ter tido disposição para mudar a forma de ver as coisas e mais feliz ainda pelo resultado. O barulho é meu ex-problema e agora que eu já sei o caminho, não permitirei que ele venha a me incomodar nunca mais”.