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Conheça os Problemas do Ouvido que estão “Virando Moda”


Tão comuns, mas tão pouco conhecidos, que mereceram canais específicos de divulgação e cada vez mais pessoas estão se identificando com eles.

A vida moderna tem mesmo causado alguns problemas mais sutis nos ouvidos que ainda não são tão famosos como a perda auditiva. Mas do jeito que a comunidade está se identificando com esses problemas, em breve eles serão mais populares do que a surdez.

A exposição crescente aos ruídos, seja por diversão, por trabalho ou simplesmente pela vida agitada das grandes cidades, tem mudado a maneira pela qual os ouvidos reagem aos sons e deixado-os mais sensíveis.

A demanda de pessoas aos consultórios médicos se queixando de intolerância aos sons da vida aumentou muito e atualmente, atendo pelo menos uma pessoa por dia que se incomoda com o volume da voz das pessoas falando, da TV ligada, do trânsito, da praça de alimentação nos shoppings, dos latidos de cachorro etc. Essa é a história típica de quem tem Hiperacusia, que é uma intolerância com o volume dos sons.

Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais as pessoas do que os sons baixos, os portadores de Hiperacusia já começam a incomodar com sons antes dos 95 deciBels (dB) esperados para começarem a deflagrar desconforto. “Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 60-65dB. Nos casos mais graves de Hiperacusia, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40-50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social.

Também tem ficado mais comum receber pessoas jovens se incomodando com sons baixos, mas repetitivos, como pessoas mastigando nas refeições ou mascando chiclete, nariz fungando, papel de bala, de pipoca ou de salgadinho no cinema, tamborilar de dedos, clique de caneta, chinelo arrastando etc. Diferente dos outros pacientes, esses jovens têm uma forte reação de raiva quando ouvem esses sons e alguns até chegam a ser agressivos. Para eles, não basta abaixar o volume dos sons, eles têm que desaparecer. Essa é a Misofonia ou Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, conhecida também como 4S. Curiosamente, mais de 90% desses casos começam na infância ou adolescência, só que a falta de conhecimento faz com que essas pessoas sejam marginalizadas como ranzinzas ou anti-sociais, o que aumenta ainda mais o sofrimento. Uma maneira de acolher essas pessoas que ainda não têm respaldo da classe médica foi criar o S.O.S. Misofonia (www.misofonia.com.br) com dois objetivos: distribuir conhecimento à população carente de informação e permitir que os sofredores enviem um alerta anônimo a outra pessoa que nem sabe que faz os sons que o incomodam tanto.

O terceiro membro dessa família de efeitos colaterais dos ruídos da vida sobre os ouvidos é o zumbido. Esses sons podem ser comparados a apitos, chiados, cigarras, grilos, panela de pressão, etc e ocorrem em todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social e familiar.

Pesquisas mostram que 1 a cada 4-5 pessoas tem zumbido, facilitando a compreensão de como isso se tornou tão comum. Como em qualquer família, os membros andam em grupos, ou seja, um único paciente pode ter associação de zumbido, misofonia e hiperacusia ao mesmo tempo.

Diagnósticos e Tratamentos: Hiperacusia e Misofonia

Juntas ou separadas, podem ser amenizados com tratamentos diferentes, porém que devem ser personalizados caso a caso: medicações, terapia sonora com uso de sons de fraca intensidade, terapia cognitivo-comportamental e muita informação. Entender o problema é metade do caminho para quem não sabe o que tem.

O portal S.O.S Misofonia (www.misofonia.com.br) ajuda a entender um pouco mais sobre essa doença recente e devastadora, além de alertar um outro indivíduo ‘anonimamente’ (seja no ambiente escolar ou profissional) que o barulho produzido traz um grande incômodo.

Zumbido

Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existe  e vários pacientes já receberam melhora no sintoma e também alguns alcançaram a cura, mas, para que seja iniciado é preciso uma análise do paciente e que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares –  a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil é possível tratar o paciente de forma adequada, seja com medicamentos ou com a reeducação para algum hábito ruim.

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